16 de maio de 2017

Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso




A cerca de 30 km das "Casas Avelã Brava", abriu, recentemente, em Chaves, o Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso. O edifício, da autoria de Siza Vieira, é em si mesmo uma obra de arte fantástica. Como se pode ver na foto, é muito bonito e merece uma visita. É uma peça que engrandece a cidade. No interior, podemos apreciar obras de Nadir Afonso, um arquitecto, pintor flaviense que colaborou com Le Corbusier em Paris e com Óscar Niemeyer, no Rio de Janeiro.
O rigor geométrico da sua obra condiz com as linhas do Museu. Como nos diz Nadir Afonso, "Da expressão do objecto físico - sol, animal, árvore...- à expressão do objecto geométrico - círculo, quadrado, triângulo ...- processou-se ...um longo esforço intuitivo, hesitante, milenar".

14 de março de 2017

O pulsar do granito


O granito enfeita a região de uma forma majestosa. Assim, transcrevemos um texto magnífico da autoria de Júlio Resende. Vem a propósito do granito. Pode perfeitamente adequar-se à paisagem que nos rodeia.

“De alto a baixo, diante de nós, uma proliferação de formas subjugadas na mancha poderosa da neutralidade granítica (…)
Aflora a tua mão à superfície dessa pedra vivida na quentura do sol e na humidade do nevoeiro. Que sentes tu? Decerto que a rugosidade granítica a ferir a polpa dos dedos, marcando-os e marcando-te demoradamente para todo o sempre. Se um dos prazeres da pintura poderá ser o de imaginá-la, sentindo-a tactilmente, porque não procurar o reconhecimento de uma paisagem através do sentir táctil? Essa pedra aí está num desafio aos tempos do betão, falando sobranceiramente uma linguagem dura e sem artifícios.
Na mão ficou aquela textura a perdurar, no coração o reflexo da sua marca.”

Júlio Resende
A propósito da “Ribeira Negra”, Painel de Azulejo, no Porto, junto à Ponte Luís I.

2 de fevereiro de 2017

Loureiro


O nosso espaço exterior está valorizado com alguns exemplares de árvores da floresta autóctone. Assim, para além de castanheiro, carvalho, medronheiro, teixo, pinheiro manso, azevinho, nogueira, temos, como não podia deixar de ser, dois exemplares de loureiro ainda de pequeno porte.
Esta árvore, de folha perene, permanece viva no inverno. Por isso, liga-se ao simbolismo da imortalidade. Neste sentido, para os romanos era o símbolo da glória tanto nas armas como no espírito. A sua folhagem era usada para coroar os heróis, os génios e os sábios, a tão nossa conhecida coroa de louros....
Na culinária tradicional portuguesa é usado como condimento.

16 de dezembro de 2016

25 de novembro de 2016

Quando está frio no tempo do frio....




Novembro trouxe frio e neve. É natural...Como diz o poeta,

"Quando está frio no tempo do frio, para mim é como se estivesse agradável,
Porque para o meu ser adequado à existência das cousas
O natural é o agradável só por ser natural..."

Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"

10 de outubro de 2016

Pedaços de luz



Um dia do último verão. Pedaços de luz pousaram sobre a água.
Um cenário fantástico que esta foto humildemente regista.

"E tudo era água,
água,desejo só
dum pequeno charco de luz."

Eugénio de Andrade - Espelho

8 de junho de 2016

Caminho para Avelã Brava





Uma paisagem mesmo antes de chegar à Casa Avelã Brava....
E a simbologia da aveleira no pequeno texto que se segue.

AVELEIRA COMO SÍMBOLO DE HOSPEDAGEM

“Os homens, cansados e cheios de calor, seguiram Otto até à estalagem. Aqui, encastrada na ombreira da porta, surgia uma longa haste de cuja extremidade pendia um ramo de aveleira.
Otto explicou a Matthew que era o sinal usado como indicativo de qualquer estalagem em
todos os grandes burgos da planície e que ele próprio já encontrara outras, mais ou menos
semelhantes, em terras de França e até mais a norte.”

In: “O Mercador de lã” de Valeria Montaldi editado pela Casa das Letras em 2006