25 de novembro de 2016

Quando está frio no tempo do frio....




Novembro trouxe frio e neve. É natural...Como diz o poeta,

"Quando está frio no tempo do frio, para mim é como se estivesse agradável,
Porque para o meu ser adequado à existência das cousas
O natural é o agradável só por ser natural..."

Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"

10 de outubro de 2016

Pedaços de luz



Um dia do último verão. Pedaços de luz pousaram sobre a água.
Um cenário fantástico que esta foto humildemente regista.

"E tudo era água,
água,desejo só
dum pequeno charco de luz."

Eugénio de Andrade - Espelho

8 de junho de 2016

Caminho para Avelã Brava





Uma paisagem mesmo antes de chegar à Casa Avelã Brava....
E a simbologia da aveleira no pequeno texto que se segue.

AVELEIRA COMO SÍMBOLO DE HOSPEDAGEM

“Os homens, cansados e cheios de calor, seguiram Otto até à estalagem. Aqui, encastrada na ombreira da porta, surgia uma longa haste de cuja extremidade pendia um ramo de aveleira.
Otto explicou a Matthew que era o sinal usado como indicativo de qualquer estalagem em
todos os grandes burgos da planície e que ele próprio já encontrara outras, mais ou menos
semelhantes, em terras de França e até mais a norte.”

In: “O Mercador de lã” de Valeria Montaldi editado pela Casa das Letras em 2006

15 de abril de 2016

Maio de giestas floridas














No mês de Maio, a paisagem cobre-se do amarelo das giestas e do rosa das urzes. Amacia o tom castanho e granítico da paisagem. Em termos simbólicos, a giesta surge associada a rituais fúnebres. Assim, os seus ramos floridos eram usados nos funerais e colocados sobre os corpos dos defuntos. Talvez por isso se associe a giesta ao afastamento do mau olhado e do diabo. Neste sentido, na entrada do mês de Maio, é comum ver-se um ramo de giesta pendurado nas portas das casas.
As abelhas gostam das suas flores....
Uma espécie de giestas era muito utilizada para fazer as vassouras artesanais.

15 de fevereiro de 2016

Medronheiro (Arbutus unedo)


O medronheiro, uma espécie da vegetação mediterrânica, faz parte da flora existente no espaço exterior de “Casas Avelã Brava”… Como não podia deixar de ser, a nossa escolha tinha que englobar o medronheiro.
A designação científica desta espécie, Arbutus, corresponde a pequena árvore; e unedo, provém do verbo do latino edo (comer) e da numeração unus (um), ou seja, "comer apenas um", já que os seus frutos maduros têm a fama de embriagar devido ao teor alcoólico que podem conter. Todavia,um estudo levado a cabo pela Universidade de Aveiro, chama a atenção para o efeito positivo do medronho no controle dos níveis de colesterol, melhoria da saúde da pele e dos ossos, bem como na capacidade de evitar os radicais livres, responsáveis por doenças como o cancro.
Este arbusto de folhas persistentes estava, para os Antigos, ligado à morte e à imortalidade. "Apressam-se a entrançar os caniços de um esquife flexível com ramos de medronheiro e de carvalho, erguendo um leito fúnebre sombreado de verdura", escreve Virgílio (ENEIDA, 11, 63-65).
O medronho pode ser comido fresco, podendo fazer-se imensos derivados, desde a geleia, à aguardente e aos licores. As aves adoram-no porque, em pleno inverno, podem desfrutar deste precioso alimento…

22 de dezembro de 2015

NATAL E NÃO DEZEMBRO






Natal, e não Dezembro

Entremos, apressados, friorentos,
numa gruta, no bojo de um navio,
num presépio, num prédio, num presídio,
no prédio que amanhã for demolido....

Entremos inseguros, mas entremos.
Entremos, e depressa em qualquer sítio,
porque esta noite chama-se Dezembro,
porque sofremos, porque temos frio.

Entremos, dois a dois; somos duzentos,
duzentos mil, doze milhões de nada.
Procuremos o rasto de uma casa,
a cave, a gruta, o sulco de uma nave....
Entremos, despojados, mas entremos.
Das mãos dadas talvez o fogo nasça,
talvez seja Natal e não Dezembro,
talvez universal a consoada

David Mourão-Ferreira

17 de novembro de 2015

Estamos na NATURAL.PT


NATURAL.PT é uma marca nacional ligada às áreas protegidas e aos seus valores. Aposta na biodiversidade, na economia, no património e na identidade de Portugal. Procura valorizar e promover, de forma integrada, os produtos e serviços associados a estes espaços, assegurando a conservação dos valores naturais e socioculturais das Áreas Protegidas, valorizando as atividades e saberes tradicionais. A marca natural.pt procura projectar-se a nível nacional e internacional.
"Casas Avelã Brava" integram a marca NATURAL.PT